
GRUPO A
No Grupo A, onde o favoritismo seria teoricamente da Republica Checa, acabou por ser o estreante Azerbeijão a conquistar o primeiro lugar, depois de ter batido a Hungria por 3-1 no jogo inaugural e ter goleado a Republica Checa por 6-1 no segundo jogo. Esta selecção, que se confunde com apenas um clube (11 dos 12 jogadores jogam na mesma equipa), tem sotaque brasileiro, mas é no seu experiente guarda-redes que reside grande parte do sucesso. No terceiro e último jogo, a Republica Checa venceu a Hungria pela margem mínima, num jogo de loucos, que terminou em 6-5 e foi disputado quase até ao último segundo da partida. Acaba por não ser demasiado surpreendente o apuramento destas duas selecções. Surpreende sim, pela ordem em que o fizeram.

GRUPO B
Talvez o grupo mais equilibrado dos quatro, onde as experientes Itália e Ucrânia tinham ainda de ultrapassar uma Bélgica que esteve muitos anos afastada das competições internacionais de selecções, mas que a nível de clubes sempre conseguiu apresentar equipas lutadores e consistentes. A Itália, em renovação, apresentava-se como uma incógnita, deixando na dúvida se poderia estar ao seu nível habitual. Duas esclarecedoras vitórias não deixaram qualquer margem para dúvida quanto ao potencial italiano e fizeram a “squadra azurra” passar com a merecida liderança no grupo. Os ucranianos reclamaram para si o segundo posto do grupo, acabando por fazer com que a classificação final do grupo acabasse por ser considerada “normal”, fazendo com tenhamos de esperar mais uns tempos para a Bélgica voltar ao seu nível habitual.

GRUPO C
A Rússia era favorita à liderança neste grupo C, mas uma derrota na última jornada frente à Sérvia acabou por levar os russos aos quartos de final em segundo lugar…o que os leva a defrontar a toda-poderosa Espanha. A Sérvia, que acabou por vencer o grupo, começou algo “tremida”, com uma vitória por 2-0 frente à Eslovénia, que naquele momento lhes deu a qualificação automática para a segunda-fase, já que a Rússia tinha goleado a Eslovénia por 5-1 no primeiro jogo. Já a Eslovénia, apesar de não ter conseguido a qualificação, deu boa conta de si e mostrou ser uma equipa a acompanhar nos próximos anos, pois pode ambicionar por algo mais.

GRUPO D
Olhava-se para este Grupo D e não se vislumbrava outra situação que não fosse a Bielorussia a ser goleada por Espanha e Portugal e depois os dois emblemas ibéricos a disputarem entre si a liderança do grupo. ERRADO! Se por um lado Espanha cumpriu a sua obrigação logo na 1ª jornada, ao impor uns esclarecedores 9-1 aos bielorussos, Portugal chegou a ter a sua qualificação muito tremida. No primeiro jogo, empatou 5-5 com o emblema de leste e depois com Espanha, as coisas não correram muito melhor, já que saíram vergados a uma pesada derrota de 6-1, que ainda chegou a passar a ideia de quem uma estrondosa surpresa podia surgir neste grupo. Portugal acaba por passar, apenas com um ponto somado. Espanha venceu e convenceu nos dois jogos que disputou e assume-se como o mais sério candidato a vencer o Europeu, apesar de ter já uma espécie de “final antecipada” frente á Russia, uma situação que não devia ser de todo desejada por nenhum dos países.
